Dólar volta a subir e fecha cotado a R$ 5,36

O dólar voltou a subir nesta quinta-feira (21), fechando em alta de 0,95%, cotado a R$ 5,3631.

Nesta sessão, os investidores analisaram dados do mercado de trabalho nos EUA e a sinalização de política monetária do Banco Central do Brasil, após o Comitê de Política Monetária (Copom) ter mantido a taxa básica de juros em 2% ao ano, como o esperado.

No mês e no ano, passou a acumular avanço de 3,39%. Veja mais cotações.

O Ibovespa opera em queda.

Cenário global e local

No exterior, republicanos do Congresso dos EUA indicaram que estão dispostos a trabalhar com o novo presidente Joe Biden na prioridade de seu governo, um plano de estímulo fiscal de US$ 1,9 trilhão, mas alguns se opõe ao valor.

Dados ainda fracos do mercado de trabalho nos EUA contribuíam também para maior expectativa de mais alívio à pandemia e distribuição rápida de vacinas sob o governo Biden para sustentar a economia.

Os pedidos iniciais de seguro desemprego caíram abaixo do esperado nos Estados Unidos. Foram 900 mil pedidos feitos na semana encerrada em 16 de janeiro, 36 mil a menos que o nível revisado de 926 mil registrados na semana anterior.

Já o Banco Central Europeu (BCE) manteve as suas políticas de juros e o programa de compra de ativos inalterados, como o esperado, na reunião desta quinta-feira.

Os preços do petróleo recuavam nesta quinta, após dados da indústria terem mostrado um inesperado aumento nos estoques de petróleo nos Estados Unidos.

No Brasil, o Banco Central manteve a taxa básica de juros inalterada em 2% ano ano, a mínima histórica, e anunciou o fim do chamado “forward guidance”, a orientação futura que indica a manutenção dos juros respeitando certas condições, o que na leitura do mercado aponta que o BC deixou a “porta aberta” para uma alta na taxa de juros nos próximos meses.

Banco Central se mostra mais preocupado com a inflação, dizem analistas
Na cena doméstica, as atenções seguem voltadas ainda para os percalços para o avanço da vacinação contra o coronavírus no Brasil.

A percepção de que a imunização contra a Covid-19 no Brasil será lenta e sujeita a reveses tem elevado receios quanto à força da recuperação da economia e alimentado temor de criação de novas despesas para fazer frente à pandemia.

O mercado tem monitorado com atenção também a campanha por eleição na Câmara e no Senado para calcular riscos de nova pressão por mais gastos, que também podem vir de dentro do próprio governo.

Foto Destaque: Marcos Brindicci

Fonte: Dourados News